terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Os maiores CDB's do Poker

Rapaziada, por esse motivo que o poker é maravilhoso!!!!

3 comentários:

  1. NÃO É BEM ASSIM! Vocês acham que é fácil reunir uma rapaziada bacana, toda terça-feira à noite, durante meses a fio, numa mesa de poker, e sem nunca haver nem mesmo uma ofensa mínima, quem dirá brigas? Não é fácil rapaziada, mas é o que nós temos feito semanalmente. A 1ª Liga Cheuiche Mascarenhas se aproxima do seu final e numa avaliação geral percebo que todos nós estamos terminando com saldo positivo. Afinal, como diria o aguerrido Peixoto, “nunca fui tão feliz perdendo dinheiro”. Esse é o retrato da nossa confraria, que em mais uma noite foi sediada na casa do Zylber. E não foi diferente das outras terças-feiras: confrades alegres, ora dispersos, ora tagarelas, ora compenetrados, ora com o coração disparado. É verdade. Tem horas que o coração realmente dispara, e “é por isso que eu gosto do poker” diria o perspicaz Corpitcho.
    Nessa noite a mesa não demorou pra ficar completa. Na (sentida) ausência do iataliano Fernando, que estava viajando, não pudemos contar com o baralho oficial da liga. Leandro aproveitou e orgulhosamente trouxe o seu baralho temático. Mas não deu muito certo, pois só ele se emociona com as figuras de tango impressas nas cartas. Resquício emotivo e saudosista de sua viagem à Argentina. Ás 21h15 ele mesmo assumiu que aquelas cartas eram uma bosta (a qualidade do papel, e não o tema figurativo, ele reiterou) e solicitou a troca do baralho. O anfitrião Zylber prontamente se apresentou com outro baralho. Leandro, que embaralhava as cartas, aproveitou para desdenhar o novo baralho: bah, esse baralho é pra cego. Olha o tamanho dos números. E a carta ainda é pequena, é pra cego e anão. Dilson prontamente matou a charada: então deve ser pro Nelson Ned jogar – relembrando a famosa noite em que foram instituídos o small blind e o big blind.
    Enfim, ainda com o small blind a R$0,20, o assunto da mesa passa a ser o término da relação entre Leandro e Fernando. Agora que o Deffente decide chutar pra fora de casa seu companheiro italiano e o substitui pela futura esposa Talita, os confrades começam a se preocupar com o andamento das partidas na sede do Jardins. Bruno cita como grande exemplo a ser seguido o confrade Zylber, que sedia o poker em casa, com a namorada reclusa no quarto, sem perturbações ou interrupções. Leandro tranqüiliza os colegas dizendo que a própria Talita já se prontificou a chegar mais tarde em casa nas terças-feiras à noite. Mas Dilson reforça: é, já diz pra ela chegar na Quarta.

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  2. Entre papos, tragos e apostas a noite segue. E eis que surge a primeira polêmica. Numa Escondilsinha®, Bruno puxa a aposta e não troca as cartas. Com sua credibilidade abalada, devido ter realizado esse procedimento mais de uma vez e ainda por cima ter sido desmascarado no showdown, os colegas não o levam muito a sério. Neto troca uma carta. Os dois aumentam as apostas. No showdown ambos apresentam flush. Como ninguém tinha certeza da hierarquia dos naipes, ambos dividem o bolo. Mas Peixoto, eufórico e empolgado, relembra uma situação: cara, uma vez isso aconteceu no filme Maverick. Foi muito louco, os caras… Sem permitir a conclusão da história, Rodrigo, incrédulo e cético, logo poda Peixoto: pois é, mas isso é ficção. Imediatamente Leandro toma as dores ao ouvir tamanha insensibilidade e se exalta: NÃO! Maverick é ducaralho. Não fala assim.
    Mas não foi só o filme Maverick que esteve em alta. A recém-lançada minissérie global Cinquentinha também era evocada de tempos em tempos essa noite.
    E foi num momento em que o small blind já estava em cinquentinha que surge outra polêmica, novamente numa Escondilsinha®. Leandro VS. Peixoto. No showdown Leandro apresenta suas cartas ao mesmo tempo que exclama: 2 pares. Peixoto, visivelmente abatido, mal olha as cartas, abaixa a cabeça e diz: leva. Leandrinho não hesita, e recolhe suas fichas, enquanto o próximo dealer já recolhe as cartas para uma nova mão. Eis que, nesse momento, Peixoto se dá conta de sua total displicência e “pensa” alto: cara, eu nem vi. Você tinha mesmo?
    Leandro, ofendidíssimo, não se contém mediante tal questionamento de seu caráter e idoneidade e replica em tom alto e firme: CLARO! Reis e Oitos. Nesse momento Bruno repara o olhar ofendido de Leandro e zomba: Uiiiiiii, joga os brincos, loca!
    Leandrinho esboça um meio sorriso, afinal além de ser surpreendido por uma piadinha que ele mesmo adora aplicar, ele também já não estava muito contente pelas derrotas que havia sofrido frente a Bruno. E foi o que todos constataram uma hora mais tarde, e mais uma vez numa Escondilsinha®:
    - Pô, hoje só Bruno ganha do Leandro!
    - Eu sempre digo: o Bruno é o jogador mais difícil de ler – se “defente” Leandro.
    - O Bruno é um jogador em braile – caçoa Peixoto. Mas Leandro não se intimida e reforça: E digo mais! Braile em japonês.

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  3. Temeroso pelo olho grande que os colegas depositam em suas fichas, Bruno tenta mudar o foco. Comenta que as piadas da noite estão um pouco extensas e fica difícil transcrever o momento de modo fidedigno na resenha. Leandro aproveita a situação para fazer um comentário:
    - Cara, por favor. Não me manda as resenhas em Word. Me dá um trabalhão. O blog não aceita um copia e cola direto do Word. Eu tenho que transcrever tudo. Escreve a resenha nos comentários do blog, que fica mais fácil pra mim. Aí eu posso copiar e colar.
    ?????? Os colegas ficam um pouco incrédulos. Mas Zylber socorre o blogueiro:
    - Existe uma coisa que se chama Note Pad. Bloco de notas. Copia do Word pro bloco de notas que ele elimina todas as configurações. Depois é só tu copiar pro blog.
    Bruno aproveita a situação pra realizar um desabafo:
    - Não, isso é incrível. O cara trabalha com T.I. mas não sabe uma coisa dessas. Aí o outro lá é designer e até hoje não se prestou a arrumar o design do blog. Eu to bem cercado – segue, exaltado. – Aí tem só aqui na mesa cinco jornalistas e nenhum se presta a escrever uma resenha. Então tem que vir eu – continua Bruno, inflamado – um cineasta, pra escrever essa bosta.
    Os colegas se entreolham, dividindo seus sentimentos entre consternação e constrangimento mediante a exposição que o amigo se submeteu. Mas Peixoto não perdoa e observa, irônico:
    - Hã? Cineasta!
    - É. Formado em Comunicação Social com habilitação em Cinema e Vídeo – se defende Bruno.
    - Habilitação? Para dirigir? – desdenha Peixoto, ainda irônico. Mas Bruno, se dando conta que seu discurso em nada adiantaria, exceto para uma exposição totalmente desnecessária, baixa o tom de voz e acaba por concordar com a provocação de Peixoto.
    - É… para dirigir. Filmes.
    Rapidamente a conversa se dispersa, a jogatina continua e eles retomam pela enésima vez a expressão MathMagician. Ou MateMágico. Expressão boba, mas que àquela altura, onde já se misturavam a bebida, o cansaço e a alegria, qualquer coisa serviria de motivo para risadas.
    Já se aproximava a primeira chamada. O pessoal fazia o balanço geral do divertimento, já chorava as pitangas pela aproximação do fim de ano, término da liga 2009, posições no ranking, colegas ausentes. Até que Bruno declara que o Índio não compareceu naquela noite porque Rodrigo o havia atolado de trabalho, e o coitado teria que passar a noite no computador. Zylber não se contém e imediatamente cobra a situação de Rodrigo: Pô, então a culpa é tua? Mas Rodrigo se exime de imediato: não! A culpa é do sistema.
    Logo após Rodrigo se retira na primeira chamada. Pouco mais adiante Leandro dispara mais uma frase célebre: o bom do poker é que não tem contato físico.
    Próximo da última chamada, a duas rodadas do fim, Zylber declara: vou dar dois all in. Dilson observa: se tiver sorte, né! Porque se perder no primeiro, fudeu.
    A estratégia de Zylber não deu muito certo. Em seguida a noite acabou e Bruno saiu como chip leader, como há muito não acontecia.

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