segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Quando não ir ALL-IN


Todos nós já tivemos que decidir ir all-in quando nos encontramos com poucas fichas em um torneio (ou não!!!!) de no limit hold’em, isso com qualquer mão.

Nesta situação esquecemos que temos outras opções mais sutis e cometemos alguns erros caros por não pensar um pouco mais nas seguintes situações:

1. Não usar o “pagar antes do flop e empurrar no flop”
2. Pagar e esperar em algumas ocasiões.

Vamos estudar essas 02 (duas) jogadas que podem te ajudar nas tuas próximos partidas/torneios.

1.Não usar o “pagar antes do flop e empurrar no flop”

Esta jogada está desenhada para te dar uma pequena chance extra de ganhar o pot antes de chegar ao showdown.

Para executar esta manobra você deve estar fora de posição (no SB ou no BB) e ter decidido ir all-in custe o que custar. Alguém sobe antes do flop e você está certo que se você for all-in ele pagará, então só paga e empurra o resto de tuas fichas quando abre o flop. Se teu rival desiste você ganha o pot, se pagar era como se estivesse ido all-in antes do flop.

Vejamos um exemplo típico:

Blinds 400-800 ante 100. Você ainda tem 5.000 depois de pagar o BB. Um jogador em média posição sobe a 2.500 e ele ainda tem 12.500. Todos desistem e você decide ir all-in com tua mão, sem importar o que é. É evidente que nesta situação teu rival vai pagar, há 9.700 no pot e ele tem que pôr 3.300 para seguir na mão com 3 a 1 de pot odds a seu favor. Mesmo que ele tenha subido com uma mão marginal, ele nunca irá desistir com estes odds. Então se abrem as 5 cartas comunitárias e ganha a melhor mão.

Se tiver um par alto ou mediano ou A-K ir all-in é a melhor jogada e com algumas outras mãos também, mas se pensava fazê-lo com 4-4, A-J, A-10, K-Q ou outras mãos marginais a melhor jogada é “pagar antes do flop e empurrar depois”.

Você tem que fazê-lo mesmo que o flop não te ajude, especialmente neste caso. Tua esperança é que teu oponente não se dê conta da tua manobra e que não tenha uma mão forte antes do flop e que este não o tenha ajudado, ele pode desistir em vez de pagar os 3.300.

Se ele paga, como já vimos, está na mesma situação que se tivesse empurrado antes do flop. A grande diferença é que te deu a oportunidade de ganhar o pot no flop.

Você deve cuidar para não cometer outros dois erros depois de decidir usar esta jogada:

- O primeiro é ir all-in sem olhar o flop. Este é o plano, mas se o teu rival se dá conta que você ia empurrar qualquer que seja o flop ele te pagará.

- O segundo erro é recuar quando você não gosta das três cartas comunitárias. Lembre que não sabe se ajudam ao teu oponente e o fato de que não te ajudem não quer dizer que te pagará. Ele tampouco sabe o que você tem.

Esta jogada é uma alternativa ao ir all-in pré-flop, não para tomar uma decisão depois. Teu plano é firme. Exemplo:

Você tem 4-4 e teu oponente 7-7, se for all-in antes do flop com certeza te pagará, mas se você só pagar e abrir A-K-9 no flop e, daí, você empurrar os 3.300 que ainda tem, há muitas possibilidades de ele desistir.


2.“Pagar e esperar” em algumas ocasiões

Mesmo que não seja a melhor jogada em torneio, algumas vezes você terá que ir all-in com um projeto (flush ou seqüência). Você deve estar consciente que você não deveria empurrar todas as tuas fichas com um projeto ao menos que esteja quase certo de que teu(s) oponente(s) desistirá(ão). Se você achar que alguém irá te pagar não ponha tuas fichas em jogo sem que te obriguem. Exemplo:

Blinds 400-800 ante 100. Você está no botão -leia-se dealer- com 10.000 em fichas. Tua mão é K-Q e você paga depois de que o líder em fichas subiu a 2.500. Todos desistem, o flop é J-10-4 Teu rival aposta 3.500, você ainda tem 7.500.

Se subir all-in, com certeza ele pagará os 4.000 de diferença, se só pagar ainda terá 4.000 e está claro que os colocará no turn se ele apostar. Mas, há uma pequena possibilidade de que passe na quarta e que possa salvar estas 4.000 fichas se não fechar teu projeto no turn ou no river.

A oportunidade de guardar umas fichas para seguir brigando te permitirá seguir adiante em vez de ir all-in pensando “já quero acabar com isto, dobro minhas fichas ou vou embora”.

Lembre que você não é o favorito para fechar um projeto e que em torneio sempre é um erro ser eliminado com um apesar de ser favorito em alguns casos no flop

Conclusão

Nunca se precipite em por todas as tuas fichas em jogo quando sabe que teu rival pagará. Contenha-se e pense se há uma possibilidade de forçar teu rival a desistir, se a resposta for não, re-analise a situação e decida se uma das duas jogadas que estudamos te dá uma melhor oportunidade de ganhar o pot ou de conservar umas preciosas fichas.

O êxito no poker se deve a uma quantidade de pequenas vantagens que você aproveita em cada situação, usar estas duas jogadas talvez te ajudará a chegar a mais mesas finais.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

LCM é cultura!!!!!




Trechos extraídos do livro Equador, do português Miguel Souza Tavares:

Um dos personagens do romance, David Jameson, recebe a proposta para assumir como governador do conflituoso e recém definido estado Assam e Bengali Nordeste, na Índia Britânica do início do século XX. Teria que responder de imediato.

Sim ou não?

Não era pergunta que se fizesse a um jogador. Aquilo representava, talvez, uns dez anos de salto na carreira, uma oportunidade única e irrepetível. E os riscos correspondentes, em caso de fiasco. Mas recusar implicava em perder as boas graças do vice-rei, ficar estagnado em Delhi, à espera que vagasse um qualquer posto longínquo de district officer. E, para seu caráter e ambição, era uma decisão que levaria a vida toda a lamentar. Como ele muito bem sabia, há alturas em que só se pode ir a jogo, porque o par de ases na mão pode nunca mais se repetir durante o jogo, mesmo que a experiência lhe tivesse ensinado que o par de ases é uma mão traiçoeira, que raramente sai vencedora. David Jameson respondeu, pois, tão depressa quanto a surpresa lho permitiu:

- Julgo que pode contar comigo, Sir.

___________…__________________…________________…______________

Ao assumir o posto de governador, David Jameson faz uma boa gestão e quando tudo está bem encaminhado ele se enturma com altos figurões.

Essencialmente, o que aquele pequeno grupo – dois ou três ingleses, um reputado comerciante local muçulmano e sete ou oito representantes da alta sociedade local hindu – fazia, naqueles serões na casa do rajá, era beber, fumar, conversar e, sobretudo, jogar. Jogava-se alto e caro, noite afora, ganhando-se e perdendo-se somas consideráveis, sempre com bons modos e com uma aparente indiferença de quem joga para passar o tempo e não para virar a roda do destino. Os jogadores entravam, saíam e reentravam no jogo, na grande mesa octogonal de pôquer, ao sabor dos golpes de sorte ou de azar, ou dos seus palpites. Mas havia sempre, a meio da noite, um intervalo para a ceia, em que todos se retiravam para a sala próxima, para comer e conversar, enquanto os criados limpavam os cinzeiros e a desarrumação da sala de jogo. Depois da ceia, era a altura de cada um decidir se continuava para segunda sessão de jogo ou se ficava por aí – permanecendo à conversa com outro desistente, retirando-se para uma das alcovas interiores com uma escolhida do harém para se consolar da má sorte ou para desmentir o ditado de que não há sorte ao jogo e ao amor, ou simplesmente retirando-se para casa e dando por finda a noite. Mas as regras de cavalheiros estabelecidas entre eles estipulavam que quem começava a primeira sessão de jogo tinha de ir até a ceia, ao menos que estivesse a perder violentamente; e que quem começava a segunda sessão, tinha de ir até o fim. Acima de tudo, a ofensa mortal – e que dava direito a jamais voltar a ser convidado – era entrar em jogo e retirar-se antes de tempo e a ganhar. Porque isso significava que se estava ali para ganhar dinheiro aos amigos e não para passar uma noite civilizada entre cavalheiros.



* Colaboração do nobre confrade Bruno "Marshall"

Regras do Poker - Desempate Flush

Pessoal, devido ao acontecido na última rodada da LCM, onde os confrades Bruno e Neto possuiam o mesmo jogo (flush) na mão e não soubemos determinar a regra de desempate. Fui buscar na minha memória digitalizada - leia-se Google - a regra correta de desempate para que isso não ocorra nas próximas rodadas.

Após pesquisar em algumas fontes encontradas na internet, descobri que quando 02 jogadores tem um flush, ganhará quem tiver a carta mais alta. Se estas forem iguais, ganhará quem tiver a segunda carta mais alta e assim por diante. Se todas as 05 cartas forem iguais, haverá um empate e aposta será dividida. Por incrível que pareça, no poker não há ordem entre os naipes. Acredito que isso tenha sido o que aconteceu no filme Maverick, com o coração valente Mel Gibson, que acabou ganhando a mão com um Ás de Espada. Vale lembrar que essa regra vale também para o straight flush.

Maiores detalhes acessem o link:

http://www.pokerloco.com/pt-br/howtoplayer/introduction.htm

Tabela LCM - 08/12/2009






NÃO É BEM ASSIM! Vocês acham que é fácil reunir uma rapaziada bacana, toda terça-feira à noite, durante meses a fio, numa mesa de poker, e sem nunca haver nem mesmo uma ofensa mínima, quem dirá brigas? Não é fácil rapaziada, mas é o que nós temos feito semanalmente. A 1ª Liga Cheuiche Mascarenhas se aproxima do seu final e numa avaliação geral percebo que todos nós estamos terminando com saldo positivo. Afinal, como diria o aguerrido Peixoto, “nunca fui tão feliz perdendo dinheiro”. Esse é o retrato da nossa confraria, que em mais uma noite foi sediada na casa do Zylber. E não foi diferente das outras terças-feiras: confrades alegres, ora dispersos, ora tagarelas, ora compenetrados, ora com o coração disparado. É verdade. Tem horas que o coração realmente dispara, e “é por isso que eu gosto do poker” diria o perspicaz Corpitcho.

Nessa noite a mesa não demorou pra ficar completa. Na (sentida) ausência do italiano Fernando, que estava viajando, não pudemos contar com o baralho oficial da liga. Leandro aproveitou e orgulhosamente trouxe o seu baralho temático. Mas não deu muito certo, pois só ele se emociona com as figuras de tango impressas nas cartas. Resquício emotivo e saudosista de sua viagem à Argentina. Ás 21h15 ele mesmo assumiu que aquelas cartas eram uma bosta (a qualidade do papel, e não o tema figurativo, ele reiterou) e solicitou a troca do baralho. O anfitrião Zylber prontamente se apresentou com outro baralho. Leandro, que embaralhava as cartas, aproveitou para desdenhar o novo baralho: bah, esse baralho é pra cego. Olha o tamanho dos números. E a carta ainda é pequena, é pra cego e anão. Dilson prontamente matou a charada: então deve ser pro Nelson Ned jogar – relembrando a famosa noite em que foram instituídos o small blind e o big blind.

Enfim, ainda com o small blind a R$0,20, o assunto da mesa passa a ser o término da relação entre Leandro e Fernando. Agora que o Deffente decide chutar pra fora de casa seu companheiro italiano e o substitui pela futura esposa Talita, os confrades começam a se preocupar com o andamento das partidas na sede do Jardins. Bruno cita como grande exemplo a ser seguido o confrade Zylber, que sedia o poker em casa, com a namorada reclusa no quarto, sem perturbações ou interrupções. Leandro tranqüiliza os colegas dizendo que a própria Talita já se prontificou a chegar mais tarde em casa nas terças-feiras à noite. Mas Dilson reforça: é, já diz pra ela chegar na Quarta.

Entre papos, tragos e apostas a noite segue. E eis que surge a primeira polêmica. Numa Escondilsinha®, Bruno puxa a aposta e não troca as cartas. Com sua credibilidade abalada, devido ter realizado esse procedimento mais de uma vez e ainda por cima ter sido desmascarado no showdown, os colegas não o levam muito a sério. Neto troca uma carta. Os dois aumentam as apostas. No showdown ambos apresentam flush. Como ninguém tinha certeza da hierarquia dos naipes, ambos dividem o bolo. Mas Peixoto, eufórico e empolgado, relembra uma situação: cara, uma vez isso aconteceu no filme Maverick. Foi muito louco, os caras… Sem permitir a conclusão da história, Rodrigo, incrédulo e cético, logo poda Peixoto: pois é, mas isso é ficção. Imediatamente Leandro toma as dores ao ouvir tamanha insensibilidade e se exalta:

- NÃO! Maverick é ducaralho. Não fala assim.

Mas não foi só o filme Maverick que esteve em alta. A recém-lançada minissérie global Cinquentinha também era evocada de tempos em tempos essa noite.

E foi num momento em que o small blind já estava em cinquentinha que surge outra polêmica, novamente numa Escondilsinha®. Leandro VS. Peixoto. No showdown Leandro apresenta suas cartas ao mesmo tempo que exclama: 2 pares. Peixoto, visivelmente abatido, mal olha as cartas, abaixa a cabeça e diz: leva. Leandrinho não hesita, e recolhe suas fichas, enquanto o próximo dealer já recolhe as cartas para uma nova mão. Eis que, nesse momento, Peixoto se dá conta de sua total displicência e “pensa” alto: cara, eu nem vi. Você tinha mesmo?

Leandro, ofendidíssimo, não se contém mediante tal questionamento de seu caráter e idoneidade e replica em tom alto e firme: "CLARO! Reis e Oitos." Nesse momento Bruno repara o olhar ofendido de Leandro e zomba: "Uiiiiiii, joga os brincos, loca!"

Leandrinho esboça um meio sorriso, afinal além de ser surpreendido por uma piadinha que ele mesmo adora aplicar, ele também já não estava muito contente pelas derrotas que havia sofrido frente a Bruno. E foi o que todos constataram uma hora mais tarde, e mais uma vez numa Escondilsinha®:

- Pô, hoje só Bruno ganha do Leandro!
- Eu sempre digo: o Bruno é o jogador mais difícil de ler – se “defente” Leandro.
- O Bruno é um jogador em braile – caçoa Peixoto. Mas Leandro não se intimida e reforça: E digo mais! Braile em japonês.

Temeroso pelo olho grande que os colegas depositam em suas fichas, Bruno tenta mudar o foco. Comenta que as piadas da noite estão um pouco extensas e fica difícil transcrever o momento de modo fidedigno na resenha. Leandro aproveita a situação para fazer um comentário:

- Cara, por favor. Não me manda as resenhas em Word. Me dá um trabalhão. O blog não aceita um copia e cola direto do Word. Eu tenho que transcrever tudo. Escreve a resenha nos comentários do blog, que fica mais fácil pra mim. Aí eu posso copiar e colar.

?????? Os colegas ficam um pouco incrédulos. Mas Zylber socorre o blogueiro:

- Existe uma coisa que se chama Note Pad. Bloco de notas. Copia do Word pro bloco de notas que ele elimina todas as configurações. Depois é só tu copiar pro blog. Bruno aproveita a situação pra realizar um desabafo:

- Não, isso é incrível. O cara trabalha com T.I. mas não sabe uma coisa dessas. Aí o outro lá é designer e até hoje não se prestou a arrumar o design do blog. Eu to bem cercado – segue, exaltado. – Aí tem só aqui na mesa cinco jornalistas e nenhum se presta a escrever uma resenha. Então tem que vir eu – continua Bruno, inflamado – um cineasta, pra escrever essa bosta.

Os colegas se entreolham, dividindo seus sentimentos entre consternação e constrangimento mediante a exposição que o amigo se submeteu. Mas Peixoto não perdoa e observa, irônico:

- Hã? Cineasta!
- É. Formado em Comunicação Social com habilitação em Cinema e Vídeo – se defende Bruno.
- Habilitação? Para dirigir? – desdenha Peixoto, ainda irônico. Mas Bruno, se dando conta que seu discurso em nada adiantaria, exceto para uma exposição totalmente desnecessária, baixa o tom de voz e acaba por concordar com a provocação de Peixoto.
- É… para dirigir. Filmes.

Rapidamente a conversa se dispersa, a jogatina continua e eles retomam pela enésima vez a expressão MathMagician. Ou MateMágico. Expressão boba, mas que àquela altura, onde já se misturavam a bebida, o cansaço e a alegria, qualquer coisa serviria de motivo para risadas.

Já se aproximava a primeira chamada. O pessoal fazia o balanço geral do divertimento, já chorava as pitangas pela aproximação do fim de ano, término da liga 2009, posições no ranking, colegas ausentes. Até que Bruno declara que o Índio não compareceu naquela noite porque Rodrigo o havia atolado de trabalho, e o coitado teria que passar a noite no computador. Zylber não se contém e imediatamente cobra a situação de Rodrigo: Pô, então a culpa é tua? Mas Rodrigo se exime de imediato: não! A culpa é do sistema.

Logo após Rodrigo se retira na primeira chamada. Pouco mais adiante Leandro dispara mais uma frase célebre: o bom do poker é que não tem contato físico.
Próximo da última chamada, a duas rodadas do fim, Zylber declara: vou dar dois all in. Dilson observa: se tiver sorte, né! Porque se perder no primeiro, fudeu.

A estratégia de Zylber não deu muito certo. Em seguida a noite acabou e Bruno saiu como chip leader, como há muito não acontecia.
*Texto criado pelo confrade Bruno Marshall

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Os maiores CDB's do Poker

Rapaziada, por esse motivo que o poker é maravilhoso!!!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Tabela LCM - 01/12/2009




Foi uma noite memorável, impossível reproduzir todas as histórias, situações e acontecimentos que se sucederam durante mais uma noite de poker da LCM, apenas serviram para confirmar o quanto é bom e barato jogar poker com os amigos.
Devido a inúmeras solicitações, estarei desconsiderando dos comentários de colocação no ranking, jogadores que não possuem, no mínimo, metade dos jogos do participante que mais jogou.
Bom, sigo na liderança da LCM, depois de 27 rodadas, com muito orgulho. Tarefa muito difícil, devido ao bom nível dos jogadores e, principalmente, porque depois de todo esse tempo jogando, um já sabe a estratégia de jogo do outro, mas o poker nos reserva sempre alguma surpresa e por esse motivo é apaixonante.
O Fernando continua na segunda colocação, mas com maus resultados em pelo menos 04 das ultimas 05 rodadas, vem diminuindo seu lucro e, principalmente, sua média. O Digo depois de alguns péssimos resultados reencontrou o caminho das vitórias, zerou seu prejuízo e já se encontra na terceira colocação. Completando o G4, nossa maior estrela da LCM, Índio com a quarta colocação, apesar do constante "chororo" e sua permanente dúvida relacionada ao comparecimento.
Acredito que o grande momento da noite foi o maravilhoso resultado do nosso confrade Dilson Branco. Mantendo uma constância ainda não revelada, conseguiu terminar a noite como o chip leader, com isso, ganhou o prêmio surpresa, viu seu prejuízo, que se arrastava a muito tempo zerar e ingressou na área azul da LCM onde apenas 05 jogadores atualmente tem o prazer de estar. Está parecendo o Flamengo, arrancando na hora certa.
O Zylber não vem conseguindo demonstrar a mesma qualidade que vinha demonstrando e já está na sexta posição e vendo seu prejuízo aumentar a cada noite, mas tem potencial para em apenas 01 rodada mudar esse panorama desfavorável. Nosso Bruno "Marshall", que na minha opinião é o jogador mais difícil de "ler" da mesa, está na sétima colocação alternando grandes mãos com péssimas e não conseguindo diminuir seu prejuízo. Será que isso vai mudar até o final do ano????? Outro que vem jogando bem, mas sendo acompanhado de perto pelo azar é o Neto. Está fazendo tudo certo, mas devido as surpresas que o poker nos apresenta não vem conseguindo ganhar mãos importantes para o resultado final da noite e amarga a oitava colocação. O lanterninha da LCM é o Peixoto que não vem jogando e, por isso, a tendência e que permaneça nessa colocação.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Tabela LCM - 24/11/2009





Beeeeem amigos da LCM. Nesta mais uma terça-feira à noite os confrades fizeram a sua habitual e já consagrada reunião semanal para jogatina de poker entre amigos. Cabe lembrar aqui que desde a criação da Liga Cheuiche Mascarenhas, em maio deste ano, foram raríssimas as vezes em que não ocorreram partidas na terça-feira. E em apenas uma semana não houve uma partida de fato. E todos lembram que isso gerou consequencias nacionais e internacionais, vide o apagão elétrico ocorrido há duas semanas, onde uma pane em Itaipu deixou 18 estados brasileiros e o Paraguai sem energia elétrica. "A não realização do poker semanal da LCM causou um choque entre as dimensões, uma fenda no tempo/espaço que, sem dúvida foi a causa do apagão no sistema elétrico nacional! Tipo efeito borboleta.", elucida o estudioso confrade Luiz Tasso Neto. Por via das dúvidas, o Ministério das Minas e Energia conseguiu uma determinação judicial que proíbe determinantemente qualquer cancelamento de um encontro da LCM sem autorização prévia da Organização das Nações Unidas.
É fato que nenhum dos confrades quis assumir a responsabilidade pelo fato, ou pelo cancelamento da reunião naquela ocasião. O que se tem de concreto é uma cópia do e-mail decretando o cancelamento, enviado por Leandro Deffente. Bruno critica Leandro por sua atitude autoritária. Deffente argumenta a inadequação do número de jogadores para o encontro, pois só quatro teriam confirmado presença. Fábio Peixoto também questiona o decreto, alegando que em nenhum dos estatutos da Liga está expresso que o número mínimo de confrades são cinco. Alexandre Schadeck, vulgo Índio, aponta o próprio Peixoto como culpado, pois ele era um dos que não havia marcado presença na noite. Mas o próprio Índio também seria um dos ausentes declarados naquela noite, tal como crítica veementemente o desapontado Felipe Zylber. Mas como todos são cavalheiros bem esclarecidos, souberam enfrentar o ocorrido com clareza suficiente para constatar que tal episódio realmente não pode se repetir.
Quem ficou evidentemente frustado com o ocorrido foi um dos fundadores da Confraria, o glorioso Dilson Branco. Branco estava em excursão pelo velho mundo, em uma turnê pelas
mais antigas casas de poker, onde aperfeiçoou suas técnicas de call e raise. Só ontem tomou conhecimento do lamentável fato, e criticou seus colegas, afirmando com grande eloquencia que isso nunca - e repetiu o "nunca" uma vez, com bastante ênfase - aconteceria na sua presença.
Retrospectivas a parte, a noite de ontem foi muito agradável. Estiveram presentes 8 dos 9 jogadores mais assíduos da liga. Apenas Índio que não pode comparecer, pois estava em viagem internacional. E a reunião desta vez fora justamente no BNH de Pinheiros, ou no Natingui II como também é conhecido o famoso conjunto de blocos da Vila Madalena. Ao som de Bob Marley cantando "When the cats away, the mice will play" Bruno recepcionou Fernando "Andropausa" de Tomassi, seguido de Dilson Branco. A essa altura os três já aguardavam ansiosos a chegada de Leandro e a sua maleta de gângster, a qual contém as fichas que permitem o início do jogo. Junto com Leandro veio Neto, e não muito depois Zylber completou o quadro inicial da noite. Mais tarde surgiram Peixoto e, após, Digo.
Por incrível que pareça a mesa permaneceu de forma tranquila, sem as usuais grandes eloquências, exacerbações, discussões infundadas ou exaltadas. As graves faltas da noite estiveram apenas relacionadas aos celulares, que alguns colegas insistiram em atender durante o jogo. Uma dessas ligações foi Leandro quem recebeu. Após falar por alguns minutos com seu amigo Juca, passou o telefone para Rodrigo. Juca vai casar no final de semana e estava exigindo a presença de seus amigos Rodrigo e Leandro. Enquanto Rodrigo falava, Neto começou a perceber o teor da conversa e não se conteve. Com os hormônios à flor da pele, num sobressalto com o sorriso estalando no rosto ele pergunta: casamento? Onde?
Seu comentário espontâneo e ansioso foi suficiente não só para sacar risos dos colegas. Também serviu como um alerta: aquele clima de casamento e euforia serviria como uma enorme maré de azar para Netasso. E assim o foi. Daquele momento em diante qualquer um poderia apostar o que quisesse contra o Neto que ganharia a mesa dele. E tal o foi que Neto perdeu grandes quantias na roda, mesmo possuindo mãos como flush, sequencia ou até mesmo full house.
E assim seguiu a noite, sem grandes surpresas, exceto pela fato de a dupla Leandro e Fernando sair em prejuízo. Caso raro.
O chip leader da noite foi Rodrigo. E, além dele, o único confrade que saiu da mesa sem prejuízo foi Dilson Branco, que pôs em prática seu aprendizado conquistado na Europa. Também destaque para Rodrigo por apresentar um poker de 10.

* Texto criado pelo confrade Bruno "Marshall".

terça-feira, 24 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tabela LCM - 03/11/2009



Caros confrades, depois de algumas semanas de falha e de cobranças, diga-se de passagem merecidas, estou voltando a atualizar nosso querido blog da LCM com os resultados da semana passada.

A grande notícia sem dúvida nenhuma foi a volta do Narloch, não foi simplesmente uma volta, foi um retorno em grande estilo. Com uma última mão inimaginável (straight de 2 a 6), acabou a noite como o chip leader, viu seu prejuízo desaparecer e acabou saltando da última posição para 4 colocação no ranking, porém, precisamos que o confrade Narloch tenha uma assiduidade maior a mesa de jogo para que possa realmente justificar sua posição no ranking.

Eu estou em primeiro lugar no ranking, com o David em segundo lugar, porém, na opinião de alguns confrades, essa posição não deveria ser reconhecida pelo número de jogos. O Fernando após uma sequencia incrível de resultados positivos, viu seu lucro diminuir drasticamente com 03 resultados bastante negativos, porém, ainda encontra-se no G4 e vai ser difícil retirá-lo de lá.

O Índio não pode comparecer a mesa e está na 5 posição do ranking sendo seguido de perto pelo Zylber que, definitivamente, esgotou suas "gorduras". Caso não obtenha um bom resultado na próxima rodada vai começar a ter prejuízo e entrar na zona dos devedores. O Dilson se despediu temporariamente da mesa na sétima colocação do ranking, nosso ilustre confrade fará uma pausa para realizar uma maravilhosa viagem para Europa, quais serão as novidades na sua volta?????

Outro que vive um grande momento e o nosso confrade Neto, apavorou a mulherada de Fpólis no feriado e contrariando o ditado "sorte no amor, azar no jogo" ainda obteve um ótimo resultado na mesa do poker, acabou vendo seu prejuízo diminuir e assumiu a oitava posição no ranking. Já o nosso eterno Bruno "Marshall", acabou a noite com lucro e na nona posição no ranking. Não podemos deixar de mencionar também a volta do nosso grande trabalhador padrão Peixoto e também com um pequeno lucro, vamos ver se agora ele consegue enfileirar uma sequência de bons resultados e deixar esa incômoda posição que se encontra.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Situações que se repetem em No Limit Hold’em

Quanto mais você jogar poker, mais irá notar situações que se repetem. Sim, nestas ocasiões, você pensar na jogada antecipadamente estará pronto para pagar ou subir com rapidez e isto te dá alguma vantagem. Se você ainda não pensa assim é melhor para você passar um tempo observando teus rivais ou vendo a bonita garçonete antes de atuar.


Vejamos uns cenários comuns:


Você tem 8-8, é o único jogador que paga uma subida de um oponente em média posição. No flop há uma carta alta e duas pequenas (a carta alta não é um A ou um K, porque, se for, é melhor desistir de teus 8s. Digamos que abriu Q-5-2. Teu oponente aposta um valor da metade do pot mais ou menos, o que você faz?A resposta que é a mesma em muitas situações: DEPENDE. Suponha que você jogou com ele por um tempo, já tem informação sobre seu estilo de jogo. Se ele for um jogador sólido que joga normalmente com boas mãos é melhor desistir. Se for o contrario, for solto ou muito agressivo seria o momento de subir com: A-K, A-J, K-J ou melhor com J-J, 10-10, 9-9 ou tu par de 8s, é provável que ele desista.
Se ele sofreu um bad beat há pouco ou perdeu várias mãos, você deveria desistir, é quase certeza que ele está ganhando e você não o tirará do pot.
Se ele subiu ou re-subiu vários pots e se levou os pots sem ter que mostrar suas cartas, suba para mostrar-lhe que você não vai deixar que ele te empurre quando você tem uma boa mão. Quase sempre será suficiente para que tire ele, mas se ele volta a subir você deve se retirar.
Este tipo de situação é das mais claras às quais você enfrentará, desistir ou subir, porque só pagar te coloca em grande desvantagem: pode abrir outra carta alta e você terá que desistir ser ele volta a mandar. Se abrir outra baixa e ele apostar, você não tem nenhuma informação, isso pode te custar muito.

2. Você está no BB com Q-7, há 4 jogadores, não houve subida. O flop J-7-3. Você tem o par mediano, é o primeiro a jogar, o que fazer?
Nem pense muito, passe e desista se alguém aposta. Este tipo de jogada ocorre quase sempre, tua única esperança é que você aposte e todos desistam. Se um ou vários pagam, você está fora de posição e se, no melhor dos casos, estiver na frente com teu segundo par da mesa devido aos possíveis projetos no flop é pouco provável que acabe ganhando a mão a menos que faça uma trinca ou dois pares; se tiver a sorte de melhorar pode te custar muito quando teu(s) oponente(s) fecharem seus projetos ou estavam ganhando de você com uma trinca no flop. Além disso, você pode fazer dois pares maiores ao abrir um A ou um K no river. Estas situações são um poço sem fundo para teu dinheiro, por um pot pequeno que você ganhará alguma vez as outras serão muito caras.

3. Você paga uma subida moderada em última posição com Q-J, há 3 jogadores no pot. O flop é J-7-3. Você tem par maior com um kicker decente, mas nenhum naipe de ouros. É outra armadilha comum. O primeiro passa, o que vai subir aposta de 30% a 40% do pot. O que você faz?
É provável que ele não tenha flush, porque se subiu com A-K, A-Q, A-10, passaria para ver se você iria apostar. Tão pouco tem trinca, se tivesse mandaria o pot ou um pouco mais para eliminar ou fazer com que o que tiver Apague caro. Pode ser uma aposta de seguimento com A-Kx, K-J ou algo nesse estilo.
O que pagou a subida em primeira posição SIM pode ter flush e se for o caso será flush máximo porque entrou no pot de UTG (under de gun) e depois pagou a subida: pode ser A-Q, A-10, K-Q. Também com trinca de Js, 7s ou 3s é possível que passe para ver o que acontece e subir forte para proteger sua mão em check-raise.

Nestas situações, apesar de ter o par maior com bom kicker é imperativo DESISTIR. Você não sabe se o teu par de Js está ganhando dado que o que subiu pode ter A-A, K-K, Q-Q, A-Jx, K-Q e o jogador em primeira posição pode ter flush ou trinca. O que menos você quer é que pague com a esperança de que não abra outro naipe ouros, que teu desejo se realize e que ainda perca. Para não cair em uma armadilha cara,você também deveria desistir de Ax-J, porque se paga e está perdendo, a menos que caia outro ouros não te tirará, teu oponente te tirará muitas fichas te mandando no turn e no river. Se você se tornar agressivo perderá teu monte inteiro.

Tua memória é tua proteção nestas situações, você deve se advertir que o perigo supera por muito à possível recompensa.

sábado, 3 de outubro de 2009

O FAMOSO CHILI INDIANO DO ZYLBER


Se vocês pensam que a LCM é só poker, estão enganados!!!!!

Momento gastrônomico da LCM com o maravilhoso Chili Indiano do nosso confrade Zylber.


Ingredientes:

- 300g de carne moída (uma bandeja de supermercado)
- 03 filézinhos de porco bem picado (uma bandeja de supermercado)
- 01 punhado de bacon (uso meio daqueles pacotinhos que já vem picado)
- 01 cebola roxa grande picada
- Alho (a gosto)
- Pimenta jalapeño (é aquela verdinha. eu uso um molho pronto, tipo Tabasco)
- Passata de tomate (vem numas garrafas de vidro, geralmente é da gringa)
- Tomates cereja cortados ao meio
- 250 ml de caldo de galinha
- Um pouco de feijão (eu só fervo ele na água até ficar meio macio. depois, tiro da água e reservo. ele acaba de cozinhar no chili)
- Garam Masala (Esse é o segredo!!! Trata-se de um tempero indiano, que não é fácil de se achar por aqui. Eu tenho um potinho que veio de Londres, mas já está acabando. Sem ele, a receita fica outra coisa...eu uso o de uma marca inglesa que se chama Schwartz.)
- Tempero de Chili preparado, melhor ainda. Schwartz também.


Modo de fazer:

1. Fritar as carnes com azeite bem quente por uns 15 minutos, até ficarem douradas;
2. Joga a cebola, alho, pimenta, sal e reduzir o fogo. Deixar amolecer a cebola por aproximadamente uns 5 minutos. Se tiver o tempero de Chili, agora é momento (umas duas colheres fica bom).
3. Passata de tomate. Isso é no olho, mas geralmente vai 1/2 garrafa. Mexer bem por mais uns 5 minutos.
4. Jogar os tomates cereja, tampar a panela e deixar cozinhar por mais uns 20 minutos.
5. Agora é a hora do Garam Masala. 04 colheres e adiciona o caldo de galinha. Mexer bem até ficar tudo misturado por uns 5 minutos.
6. Joga os feijões e deixar no fogo por uns 30 minutos.


ACOMPANHAMENTOS

SALADA

- Alface picada
- Tomate cereja cortado em 4 (sobra do chili)
- Cebola roxa em rodela e picada
- Picles de pepino, de preferência da marca Hemmer

Mistura tudo e tempera com azeite, vinagre e sal.

DORITOS

- De preferência aquele que não tem tempero, é o melhor!!!

CERVEJA GELADA

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Tabela LCM - 29/09/2009




Confrades, mais uma rodada nas nossas vidas, boas mãos, um bom número de jogadores, grande discografia na vitrola e patrocínio do restaurante "Outback", mas o grande momento da noite foi o Chili Indiano preparado pelo relaxado confrade Zylber e auxiliado de perto pelo mordono Jarbas Augusto. Que momento!!!!
Vamos lá, acredito que pela primeira vez na história da LCM não houve modificações em nenhuma das posições. O Fernando mantém a sua fase impecável, conseguiu um lucro de R$ 20,00 na noite, manteve a sua excelente média e a liderança no ranking da LCM. A segunda posição ainda está comigo. O Zylber também manteve a terceira posição, mas por muito pouco não despencou no ranking, chegou a estar com R$ 80,00 de rebuy e jogando fora todo o lucro que já tinha acumulado, porém, utilizando uma estratégia arriscada de apostar alto e sempre, conseguiu uma grande recuperação e acabou ainda com lucro de R$ 5,00.
A quarta colocação é do Índio, que dessa vez não conseguiu manter o bom nível que vinha praticando das rodadas anteriores, mas continua com saldo positivo. O Digo com a sua forma conservadora de jogar poker, vem amargando derrotas consecutivas nas suas quatro últimas rodadas, ainda continua na quinta colocação e talvez esteja na hora de rever a sua forma de atuação. O grande Dilson mantendo a sua sina, entregou a "rapadura" no final, estava com um grande lucro, praticamente zerando suas perdas, mas foi se desfazendo, desfazendo e acabou amargando um prejuízo considerável que acabou prejudicando o seu objetivo de zerar o prejuízo nas 02 próximas rodadas.
Mas o grande destaque da noite foi o nosso Bruno "Marshall", depois de uma fase difícil aonde acabou acumulando prejuízos consideráveis nas 04 últimas rodadas, dessa vez a sorte estava ao seu lado e com ótimas mãos acabou sendo o chip leader da noite, acumulando um lucro de R$ 64,00 e praticamente empatando com o Dilson na sexta colocação. Na próxima rodada, provavelmente, teremos uma "briga" paralela entre o Digo, o Dilson e o Bruno.
Quem vai assumir a quinta colocação e encostar no seleto G4 da LCM????

domingo, 27 de setembro de 2009

Tabela LCM - 24/09/2009


Extraordinariamente, a rodada da LCM, ocorreu na quinta-feira por solicitação do nosso confrade Fernando que estava na nossa circense capital federal. Segundo ele, conversando (sabe-se lá o que) com o nosso presidente do senado José Sarney que, por sinal, teima em "largar o osso". Será que o nosso ilustre confrade Italo-Canadense Fernando tem algum grau de parentesco com nosso ex-presidente???
Bom, verdade ou não, a conversinha pelo jeito deu resultado e após 18 rodadas, a nossa ilustre LCM, tem um novo líder, o grande Fernando com resultados impressionantes. Nas suas 04 últimas partidas, teve lucro em todas, foi chip leader em 03 e acumulou um montante de R$ 280,00. Com isso, ficou impossível manter a minha liderança e agora, pela primeira vez, ocupo a segunda colocação. Outro detalhe importante, por solicitação do Tarso que pediu sua retirada da LCM, o Indío assumiu a quarta colocação apesar do mau resultado da noite e o Zylber manteve a terceira colocação mesmo também perdendo.
Quem vem subindo na tabela e, principalmente, diminuindo seu prejuízo consideravelmente e o nosso campeão de presenças Dilson Branco. Encontra-se em sexto lugar com apenas R$ 0,75 atrás do Digo que agora está na quinta colocação. O sétimo lugar e do nosso eterno Bruno "Marshall" que vem jogando ultimamente fugindo das suas características, ou seja, com receio e um demasiado excesso de zelo.
Na terça-feira já teremos uma nova rodada e dessa vez será na casa do Zylber com a estréia da sua nova mesa e, quem sabe, com ela bem cheia, contando com a volta do Neto, Peixoto e do Narloch.
Confrades, se preparem, se concentrem e até terça-feira!!!!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Resenha LCM em Italiano!!!!!

Ieri per la prima volta verrá fatta una *redazione in italiano dal sottoscritto*

Da quando giochiamo installeremo il sistema (quello originale dei veri giocatori di poker) il small e big blind.

Oggi ufficialmente Peixoto viene soprannominato *litle fisch* e tutti oggi si rendono conto che lui é motivo di *polemica inutile*.

Il gioco va avanti che praticamente tutti cercando di vincere una mano, e alle

22:40hs - Felipe estrella con un full house di 10 con 9 su Narloch e insime a Peixoto fanno il primo riabbastesimento. alle

22:53hs - Neto entra prepotentemente con un *all in* ed io vado e mostro un full di 8 con ré, alla mano dopo riecco una scala del sottoscritto!! alle

00:56hs - Felipe fá un maraviglioso poker di 9 seguito da Dilson alle

01:18hs - Che fá unáltro poker di 5 (secondo della notte) nel classico gioco del vecchio e nostalgico gioco con le cinque carte in mano.

* Texto criado pelo confrade Fernando "Italiano"

Tabela LCM - 15/09/2009





Mais uma rodada da LCM, bom público (tivemos 08 jogadores) presente prestigiando a rodada e com a campanha VOLTA NARLOCH, TARSO, OTUBO funcionando. Além disso, a rodada foi marcada por um grande acontecimento, uma grande mudança, na verdade. Pela primeira vez jogamos utilizando o Small Blind (SB) e Big Blind (BB), a regra oficial do Poker Texas Hold'em. Melhor, como tudo na LCM tem apelido, jogamos pela primeira vez com o Ceguinho e o Cegão.
Depois dessa rodada, por incrível que pareça, as oito primeiras posições permaneceram inalteradas, porém, algumas considerações são importantes. A diferença entre o primeiro e o segundo caiu para apenas R$ 0,24, isto é, praticamente um empate técnico. Muito, pelo grande resultado do Fernando que terminou a noite como o chip leader obtendo um lucro de R$ 74,00. O Zylber conseguiu ampliar a vantagem com uma boa vitória e o Indío está realmente impossível, vencendo 05 das últimas 06 rodadas da LCM e provando que insistência e consistência resultam em bons frutos dentro da LCM. A propósito, cadê o TARSO!!!! Alguém sabe???? As más linguas dizem que a coleira está muito apertada e que, por isso, o nobre amigo não consegue ir muito longe de casa. Será que é verdade????
O Digo não jogou e permaneceu na sexta colocação. O Dilson conseguiu jogar a noite inteira e zerou, ou seja, não ganhou nada, mas também não perdeu coisa nenhuma e manteve sua sétima colocação no ranking da LCM. O Bruno, surpreendendo todos, também não apareceu para jogar (fez falta!!!) e manteve sua oitava posição. Já o Neto que está em uma fase difícil, caiu uma posição e agora está em décimo no ranking. O Peixoto segue a sua sina, perdeu novamente e vê sua situação ficar cada vez mais difícil dentro da LCM. Uma grande notícia foi a volta do Narloch a nossa humilde confraria, começou mal, se recuperou muito bem com uma grande mão, mas não manteve a consistência e acabou amargando um novo prejuízo e, com isso, continua segurando a lanterna da LCM.
Bom, por solicitação do nobre confrade Fernando, que estará viajando na próxima terça-feira (22/10/2009), e por aceitação da grande maioria, a próxima rodada foi transferida para quinta-feira, dia 24/10 na casa do Zylber que estará estreando sua mesa nova. Espero sinceramente que todos confirmem a presença para próxima rodada onde, com toda certeza, teremos grandes mãos e muitas emoções.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Etiquetas do Poker - Parte 01


O que não fazer:

1) Não comente a mão enquanto ela estiver sendo jogada. Isto é ilegal na maior parte da Europa (e na LCM também!!!!). Esteja particularmente atento para não apontar possíveis (ou atuais) possibilidades de jogo.

2) Não dê conselhos e nem espere que lhe dêem. Não mostre as suas cartas "foldadas" a outro jogador.

3) Não esconda as suas fichas. É ilegal apostar com fichas escondidas. Deixe todas as suas fichas a mostra para que os outros jogadores possam ver quantas você tem.

4) Não incentive um jogador a fazer call, raise ou fold, quer esteja jogando a mão ou não; é o máximo das más maneiras.

5) Não faça apostas em prestações. Todas as suas apostas têm de ser feitas num movimento único: é sempre melhor anunciar "raise" antes de fazer qualquer coisa com as suas mãos, ou poderá ver o seu raise cancelado se o fizer em duas vezes.

6) Não mostre a sua mão, exceto quando lhe fazem call. Durante o jogo é ilegal (e poderá ajudar os que ainda estão em jogo). Só serve para revelar a sua forma/estilo de jogar.

domingo, 13 de setembro de 2009

Momentos LCM - 08/09/2009


A Maior Mão da História da LCM


O draw da maior mão da LCM



Bruno montando o Straight Flush na cabeça



Bruno já rindo sozinho



Digo dando corda para se enforcar




Bruno apresenta o Straight Flush


Digo mostrando seu fair play, na verdade, ficou em casa!!!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Melhores momentos de uma noite de recordes

21h45: Passados pouco mais de 30 minutos de jogo, temos o primeiro all-in, protagonizado por Zylber. Com um full house de Ks e Js, ele conquista sua primeira mão da noite. Muitas outras não viriam.

21h54: Digo chega, trazendo uma garrafa de vinho pela metade. Fernando aproveita a interrupção para servir o penne à carbonara, feito com pancetta, que é bacon não defumado.

22h10: Paladares saciados, todos voltam à mesa. Curiosidade: a toalha hoje é branca, um lençol improvisado em substituição ao manto oficial, esquecido na casa do Dilson. Aproximadamente 33% dos jogadores aprovam a cor, que garante bom contraste em relação às costas escuras do baralho.

22h20: “J-Lo!”, grita Bruno ao receber suas cartas. “É um valete e uma carta baixa, ‘low’”, explica, inaugurando um novo jargão. Depois dos R$ 40 que deixou no pote ao fim da noite, esta foi sua maior contribuição à mesa.

22h25: Olho no lance! Leandro aumenta R$ 1 na cega. Fernando sobe para R$ 1,50. Sobram só os dois. Fernando aumenta R$ 7,40. Leandro casa – e ganha com um par de As.


22h35: Com a chegada de Índio e Peixoto, a mesa já conta com nove participantes, igualando o recorde da liga. E não tarda para o companheiro bugre (termo este não restrito ao vocabulário gaúcho, tendo em vista que é também o apelido carinhoso do Guarani de Ponte Preta) reafirmar seu estigma de narrador. A mesa segue baixa até o river. Bruno pensa, pensa e aposta R$ 4, ao que Índio imediatamente grita: “Blefou!”. Bruno apresenta um par de 4s e perde para dois pares.

22h55: Sobre uma mesa cinco vezes dourada e crivada de fichas, Bruno faz o maior jogo da noite: straight flush até Q. Seria a melhor combinação da história da LCM? Dilson lembra que Narloch já fizera o mesmo jogo até K. Mas talvez tenha sido antes do início dos registros da liga, na chamada pré-história do torneio, considera. “Chamava Aborto Elétrico nessa época ainda”, crava Leandro.

23h-e-lá-vai-cachaça: Estimada em R$ 90, temos a maior mesa da história da liga. Flush para Leandro, sequência para Bruno. Deffente comemora ao som de Gil Scott-Heron, músico poeta nascido em 1949, em Chicago, famoso por ter sido uma importante influência para os criadores do rap.

No primeiro bonde, já passada a meia-noite, a família Cheuiche se despede, com prejuízo total de R$ 101. Peixoto pega carona, deixando R$ 44 no pote. O baile ultrapassa as duas badaladas, registrando mais uma nefasta marca inédita para a liga!

Recordes da noite:


- Maior pote: R$ 452.
- Maior mesa: aproximadamente R$ 90, vencida por Leandro.
- Maior número de jogadores: nove
- Maior duração total: aproximadamente cinco horas de jogo, das 21h às 2h.
- Maior jogo da história escrita da liga: straight flush até Q (ouro), do Bruno.

* Texto criado pelo confrade Dilson Branco

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tabela LCM - 08/09/2009



Tivemos mais um encontro da LCM e, dessa vez, com lotação máxima. Pelo primeira vez, desde a era dos "pontos corridos", estiveram presentes na mesa da LCM 09 jogadores em uma mesma noite. Também tivemos um outro recorde batido, o pote total da noite foi de R$ 452,00.
Um brinde a confraria da LCM!!!
As duas primeiras posições permaneceram inalteradas, eu continuo em primeiro lugar com o Fernando em segundo, porém, houve uma ampliação da vantagem sobre o terceiro colocado que continua sendo o Zylber, que ontem conheceu a pior noite da sua carreira dentro da LCM.
O Digo que ocupava a quarta colocação, está em uma fase difícil (já são 04 rodadas praticamente sem vencer!!!!) e acabou caindo para o sexto lugar no ranking. Agora o Tarso está em quarto lugar, aliás, onde anda o Tarso????? E o Otubo??? Aproveito para iniciar a campanha "Volta Tarso e Volta Otubo!!!!".
Quem vive um grande momento dentro da LCM e o Índio. Nas últimas 5 rodadas, obteve lucro em 04 delas e viu seus prejuízos zerarem, melhor, já está com lucro. Ontem acabou sendo o chip leader da noite e saltou da sétima para quinta posição, encostado no Tarso e no Zylber.
O Dilson é um caso estranho, que requer estudo, quem sabe até uma análise psicológica. Durante uma boa parte da noite estava liderando a mesa, com grandes vitórias e boas mãos, porém, como tem sido frequente, na última parte do jogo acaba entregando as fichas e amargando prejuízo. Será que foi a cachachinha???? Bom, acabou caindo uma posição e agora está em sétimo lugar.
O Bruno permaneceu em oitavo lugar, porém, ontem, acabou nos presenteando com um Straight Flush (8 at Q's) de Diamonds, coisa linda de se ver!!!! Pelo menos para mim, foi a maior mão que eu presenciei dentro da LCM. O Neto também permaneceu na mesma posição, porém, conseguiu se manter jogando até as 02:00hs sem fazer nenhum rebuy e mostrando uma ótima leitura da mesa. O Peixoto que na rodada passada teve uma noite memorável, voltou a cometer alguns erros de análise e amargou um novo prejuízo. Permanece em décimo segundo lugar no ranking da LCM.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Momentos 03 LCM - 01/09/2009


A hora e a vez do Peixoto!!!!!!



Conforme prometido, presente surpresa entregue.



O que será??????


Peixoto, achou que era um brinco.......



Peixoto, meteu a boca.......

Momentos 02 LCM - 01/09/2009



Zylber contando dinheiro na frente dos pobres!!!!



Mais uma mesa interessante!!!!!



A tensão toma conta!!!! Subindo a Brigadeiro.......

Momentos 01 LCM - 01/09/2009


DUELO DE TITÃS


Mesa interessante!!! Muitas possibilidades....



Quem irá vencer????????



Digo vence, sem mostrar as cartas!!!!!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Minha história sobre o Poker

Voltei a sentir aquela sensação incrível, sensação inexplicável que não sei muito bem como acontece, aquela onde o coração bate mais forte, as mãos ficam suadas, um calor sem sentido toma conta, enfim, sensação de sentir-se vivo, sabe. Tá certo, isso já aconteceu comigo em outras situações, em outras ocasiões, mas jogando cartas, sinceramente, não lembro. Somente o poker consegue isso, somente ele tem essa capacidade, desperta esse fascínio. Não estou falando de grandes campeonatos ou grandes quantias apostadas em dinheiro, falo de momentos bem mais comuns, simples, singelos. Momentos que não vão ficar para história, na verdade vão, para minha história e é isso que me interessa quando sento em uma mesa com os meus amigos.

Aliás, esse é um outro detalhe importante, amigos do poker. Nada melhor que uma mesa de poker para conhecermos as pessoas, seu caratér, seu bom (e mal) humor, suas formas de ver e enfrentar o mundo. Acredito redondamente que em uma mesa de poker podemos ter uma idéia bem clara de tudo isso, de como as pessoas se comportam na sua vida cotidiana, afinal de contas, temos elementos que nos permitem caracterizar isso, disputas, conflitos, frustrações e, principalmente, dinheiro. Não podemos ser hipócritas e dizer que não jogamos para ganhar dinheiro, claro que jogamos, mas também jogamos para dar boas risadas, contar e ouvir ótimas histórias, ouvir boas músicas e se deliciar degustando bons vinhos. As vezes, é inevitável perdermos nosso "rico" dinheirinho, mas como diz um amigo meu, é barato!!!!!

Ao contrário do que muitos imaginam, jogar poker não é simples, não se trata apenas de sorte ou azar, muito pelo contrário, trata-se de um jogo complexo que requer prática e astúcia, requer intuição, requer análise de possibilidades e alto poder de concentração, requer habilidade para desastabilizar emocionalmente seu adversário e utilizar isso para obter as mínimas vantagens que podem fazer a diferença no final. A diferença entre estar ganhando e, de repente, perder tudo é muito próxima.

Tudo isso transforma o dia do poker no momento mais aguardado da semana, quem nunca se pegou pensando: -Putz....ainda faltam 5 dias para o próximo jogo!!!! Mas não se preocupem, ele chega!!!! E quando chegar, estaremos prontos.

Aliás, alguém quer jogar????

Tabela LCM - 01/09/2009



Pessoal, depois de quase 01 mês sem jogar, tive o previlégio de voltar a sentir o coração batendo mais forte e ontem, especialmente, tivemos 08 jogadores participando da confraria LCM, um número ótimo para uma mesa de poker.

Ontem, também, finalmente consegui entregar o presente-surpresa que vinha prometendo. Para minha felicidade, o felizardo da noite, nosso cheap leader, foi o ilustre confrade Fábio Peixoto que vinha de uma fase continua de péssimos resultados, mas que a partir de agora, parafraseando nosso rei RC, daqui pra frente tudo será diferente.

Bom, estou na liderença do ranking, mas vendo a diferença diminuir cada vez mais para o Fernando e o Zylber, esse último, devido ao ótimo resultado de ontem, acabou ultrapassando o Digo e o Neto e assumindo a terceira colocação. O Neto que ontem viveu seu pior momento dentro da LCM, acabou despencando da quarta para nona colocação no ranking. O Digo caiu para quarta colocação, percebendo o quanto é difícil manter uma média para se manter nas primeiras colocações.
O Dilson, que ontem estava vivendo um grande momento, se perdeu nas últimas mãos, o que acabou comprometeu seu lucro final, mas mesmo assim ganhou 02 posições no ranking, agora é o sexto, e viu seu prejuízo diminuir para apenas R$ 80,00 em 15 jogos, uma média de R$ 5,33 por partida.
Outro que ganhou duas posições no ranking foi o Índio, devido principalmente aos 03 resultados positivos das últimas rodadas e ao baixo prejuízo do dia de ontem. Agora está ocupando a sétima colocação e vendo seu prejuízo diminuir drasticamente. O Bruno com o prejuízo de ontem está na oitava colocação, perdendo apenas 01 posição no ranking, mas vendo seu prejuízo aumentar.

Aproveito a ocasião para descrever uma nova definição criada no dia de ontem dentro da LCM e que acabou sendo aceito pela maioria dos confrades. Só serão aceitos novos integrantes na mesa quando for respeitado o horário limite de chegada que será as 22:30hs.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Tabela LCM - 25/08/2009






A noite era pra ser na casa do Dilson. Mas dessa vez houve um imprevisto de última hora. Após consultas, trocas de e-mail, telefonemas e especulações diversas entre os confrades ficou decidido que a jogatina seria sediada no BNH.


O horário seria o de sempre, mas dessa vez era visível que iniciaria mais tarde. E conseqüentemente se estenderia até mais tarde. Rodrigo e Índio tinham compromissos paternos. Não chegariam antes das 21h30. Peixoto tinha compromisso profissional. Tampouco chegaria antes das 21h30. Neto fora o último a ser avisado da nova definição, mas já estava se encaminhando ao local. E Fernando, que não raramente chega cedo, dessa vez chegou as 21h15. De mãos vazias. Não beberia essa noite devido a compromissos matinais logo ao alvorecer. Mas não resistiu a um copo de cerveja oferecido por Bruno, que aguardava ansioso pelos jogadores pra iniciar a mesa. Logo em seguida, mas já no segundo copo, apareceu Neto, com um suco de laranja. Essa seria a sua bebida. E foi assim que se deu o início do Póker® daquela noite, 21h30 passada, 3 jogadores à mesa, pingos de R$0,20, míseras fichas verdes, apostas beirando a monotonia. Mas poucas rodadas se passam e Peixoto avisa que chegará em 6 minutos. Preciso como um cirurgião, ele chega. E no mesmo instante que ele está nas escadas, subindo ao apartamento, Rodrigo liga perguntando se ainda há espaço na mesa. A noite começa a ficar interessante.


Peixoto adentra o apartamento. Sem bebidas. Mas suas mãos não estão vazias. O bom confrade nos brinda com petiscos. Sabores diversos. Faz a alegria daqueles três que estavam a comer pipoquinhas doces caramelizadas (praticamente um isopor com açúcar, mas alto padrão). Menos de uma dúzia de minutos depois chega Rodrigo. Só não chega com as duas mãos abanando porque a fratura na clavícula impede o movimento de um dos braços. Embaixo do outro há um volume. Mas não é bebida alguma. É uma bela pasta, marrom, de trabalho, novíssima. Viria a ser o prêmio surpresa da noite. Fernando desperta interesse imediato pela pasta. Diz que está realmente precisando de uma. Bruno lhe avisa: então faça por merecer. Ganhe as fichas, que você ganha a pasta.


Finalmente a mesa ganha volume. Agora são cinco jogadores, colocando de lado a outrora monotonia e dando mais intensidade à partida. Às 22h30 ocorre o primeiro aumento do pingo, que começa a delinear as grandes movimentações de fichas. É aproximadamente essa hora que chega o sexto integrante da noite. Schadeck adentra a porta do apartamento com uma caixa nas mãos e um sorriso estampado no rosto. Está feliz de ver seus amigos reunidos mais uma vez à mesa, e também esperançoso de poder lucrar novamente, como na semana anterior. De dentro da caixa ele retira duas preciosas garrafas de vinho, apresenta aos colegas e as pões sobre a mesa. Muitos se animam. Mas eis o inesperado: não havia um saca-rolhas na casa. Como não havia de ser diferente, o italiano Fernando prontamente se levanta. Mas não porque ele estava louco pra beber o vinho. Afinal ele não iria beber, pois iria acordar cedo no dia seguinte. E até mesmo porque ele já estava tomando cerveja. E só ia beber um copo. E isso ele insistiu em dizer, a cada copo, até o quinto servido. Mas ele era um italiano. E precisava honrar suas tradições e garantir que o vinho fosse aberto e degustado. E assim ele resolveu a problemática, com um parafuso. Como agradecimento, imediatamente Schadeck lhe ofereceu um copo (sim, um copo. Assim como não havia saca-rolha, não havia taça). Fernando não se conteve e aceitou, sem antes pôr em dúvida, pela sexta vez na noite, seu próprio caráter. As outras cinco foram a cada copo de cerveja que tomou. E não me pergunte quantos de vinho foram. Não sou desses que fica regulando quantas vezes cada um se serve na noite.


O jogo seguiu corriqueiro, com agora seis jogadores à mesa. Corriqueiro em termos de ritmo e percalços. Mas não no sentido de tradição. Rodrigo, se aproveitando da ausência do glorioso Dilson, surpreende os colegas distribuindo cinco cartas para cada um. O primeiro a se manifestar contra é seu irmão, Bruno, clamando que a Escondilsinha® é um privilégio do Dilson, por tradição e respeito como um dos fundadores da Confraria. Mas Digo, que raramente dá ouvidos a seu irmão, não se abala. E como outros não se manifestam contra, ele segue a distribuição de cartas. Na próxima rodada Rodrigo insiste na prática, mas ao trocar as cartas dos colegas ele comete uma manobra proibida, quase melando a rodada de apostas. Nesse momento o Poker Marshal aproveita pra reiterar que esses e outros motivos fazem da Escondilsinha® uma marca registrada, e refuta novamente a iniciativa falha de implementar a Escondiguinha. Mas, de fato, foi preciso uma ligação para sacramentar a questão. Perto das 23hs Dilson nos surpreende com um telefonema dizendo que está liberado de seu compromisso e ansioso por um lugar à mesa. Sempre há.



Logo ao chegar ele divulga a notícia: a Sorria, revista da qual ele é editor, foi agraciada com o prêmio Anatec (Associação Nacional de Editores de Publicações) de Mídia Segmentada 2009 na categoria Lançamento do Ano (revista). Congratulações à parte, ele libera logo a verba pro Buy in e senta à mesa. Agora são sete jogadores. Diferente do que se esperava e completamente diverso de como iniciara a noite, com aqueles três esperançosos confrades de antes cedo e seu jogo monótono. O ritmo é intenso, o pingo já inicia a subida da Brigadeiro, atinge R$1,00 e as apostas aumentam. E se faz verdade o velho ditado popular: os últimos serão os primeiros. Dilson inaugura a lista de rebuys da noite, enquanto profere a adaptação de um outro dito popular, mais comum às mesas de jogos: Sorte do patrão, azar no pôquer. E ainda envolvendo ditados e Dilson, ele se orgulha de ter decorado o velho ditado do avô de Fernando e ter comentado com colegas de trabalho. Mas ao tentar citar, se atrapalha: “Pio fácil… Como é mesmo? Pio facile meter in… É! Acho que eu não aprendi bem”! Mas Fernando lhe acode: Piú facile metterlo in culo che in testa alla gente. Dilson, resignado, diz: é mais difícil memorizar do que eu pensava. E Fernando enfatiza: por isso que te digo, piú facile metterlo in culo che in testa alla gente.


A noite seguiu e outros também tiveram que recorrer a rebuys. Quando é a vez de Peixoto, ele puxa sua carteira, discretamente, de um invólucro inusitado. Índio, que estava atento, lhe questiona: tu leva o dinheiro num saco de papel? Peixoto, um tanto quanto constrangido, se justifica: eu tinha uma mochila… mas vendi pra continuar jogando pôquer.



Já num embate de mesa repleta de fichas, onde muitos blefavam, ao fim levou o confrade que tinha apenas um Ás em mãos, e que por ventura tinha sido o último a mostrar o jogo. Até então a disputa estava entre Dilson e Bruno, cada um com um Rei como a carta mais alta. A segunda carta de Dilson era um 6, e ele pergunta a Bruno, por pura curiosidade, qual era o kicker dele. Bruno rechaça que não era bem um kicker enquanto apresenta um mísero 2. Afiado como um bisturi, Peixoto emenda de imediato: era um runner!


Chegamos à meia-noite, hora da primeira chamada. Aqueles que precisavam sair se apresentam. Fernando era quem possuía o maior valor em fichas no momento e vai embora levando seu lucro e sua carteira dentro da nova pasta conquistada com mérito. Rodrigo vai de carona. Enquanto Fernando se despede, sorridente, agradecendo o prêmio, alguns mais observadores notam uma reação adversa no outro lado da sala. Peixoto, com os olhos marejados, sentado no sofá, afundado atrás da mesa, olha discretamente para seu saco de papel onde está sua carteira. Abatido, lentamente levanta sua cabeça direcionando seu olhar para a bela pasta, estalando de nova, sob o braço de Fernando. Era quase possível ver dentro de sua cabeça seus pensamentos, seus sonhos de se exibir com uma pasta chique na redação da Editora onde trabalha… tudo se esvaindo como fichas que migram do centro da mesa para o lado oposto, em direção a um adversário, após um all-in mal sucedido.



E de all-in mal sucedido entende Bruno. Eu diria que seria até mesmo um mal-in. O seu último e derradeiro da noite não lhe desceu muito bem. Ficou um pouco atravessado na garganta. Ao ser aberto o flop Bruno decide apostar todas as suas fichas. A maioria dos colegas desiste, mas Dilson decide acompanhar. Ambos fazem o showdown. Com as cartas da mão mais as da mesa, Dilson fecha um par de Valetes. Bruno também soma suas cartas com as da mesa e possui um par de Ás. Bruno está contente com a vitória parcial, mas segue receoso. Peixoto, o glorioso dealer do momento profetiza: Eu já vi as cartas, e isso vai ser emocionante, porque eu já vi as cartas. Como assim já viu as cartas, reflete Bruno. Isso não soa bem. Mas antes que Bruno aprofunde seus pensamentos, Peixoto abre o turn, e a quarta carta é um 8. Bruno se emociona mais ainda. Com o seu Ás e o 8 que ele já tinha em mãos ele fecha dois pares. A alegria vai se consolidando. E eis que então Peixoto apresenta o river, a quinta e última carta, aquela que abre um rio de possibilidades. Um Valete. Dilson vibra. Um inacreditável Valete. Bruno desacredita. Dilson fechou uma trinca de valetes. Bruno se afundou no rio. A emoção agora é outra. Mudou a emoção dos dois jogadores. Vai ser emocionante, havia profetizado Peixoto. Como assim? Um turbilhão de pensamentos invade a cabeça de Bruno. Por que o dealer havia visto as cartas antes de virar? Isso pode? Tá na regras? Melou! A avalanche de pensamentos segue levando Bruno: Quem me garante que a quinta carta é a quinta carta? Ele queimou as cartas? Eu não vi! Ele não descartou as cartas. Melou! Definitivamente melou, era só o que passava na cabeça de Bruno. Peixoto queima as cartas sempre? Ou nunca queima? Ele não queimou dessa vez. E ele viu antes de virar. Se ele não visse que a quinta carta era um Valete ele queimaria? E se ele sempre queimasse, e visse que a carta a ser queimada era um Valete, ele viraria sem queimar? Como assim se ele visse? Ele pode ver as cartas antes de virar? Esse pau no cú ta roubando, surta Bruno. Eu vou matar esse merda!



Mas antes de qualquer ímpeto mais agressivo, Bruno contém seus pensamentos. Olha ao redor. Respira fundo. Percebe que está entre amigos. Reconhece que Peixoto não faria uma sacanagem destas. E também não queria desmerecer a vitória de seu colega Dilson. Se fosse o contrário, Bruno sabia que Dilson também seria um bom perdedor. Não teria nenhuma atitude contrária a isso. Apesar do fato não lhe cair bem, Bruno resigna-se. Aceita a derrota. Mas em protesto não realiza outro rebuy. Também já era tarde. Aproximadamente 1 hora. Seguiram na mesa Peixoto, Índio, Dilson e Neto, por mais uma hora. Ou quase isso.


Bruno deitou sua cabeça no travesseiro e, após refletir mais um pouco, dormiu com apenas uma certeza: se não era contra as regras o dealer olhar as cartas antes de virar, era, no mínimo, deselegante.


* Texto criado pelo confrade Bruno Cheuiche Vieira da Cunha