terça-feira, 9 de outubro de 2012

Pokerdoc - Guga Fakri no Pano!!!


Nosso amigo Guga Fakri é a sua emoção (e decepção!) em disputar um grande torneio de poker!

Parabéns ao confrade "turista" da LCM.

Dica: Vem jogar conosco que isso não acontece....rsrsrsrsrsrs




Fonte: http://www.pokerdoc.com.br

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

11 Etapa do Circuito LCM de Poker


No dia 28/08 aconteceu a 11 etapa do circuito LCM de Poker 2012 e novamente tivemos uma campeão inédito.


Mostrando muita confiança nos momentos decisivos, conseguiu vencer mãos importantes e foi derrubando um a um dos seus oponentes. Parabéns ao grande vencedor da noite, Pedroca!!!!
















O torneio está longe de uma definição, ainda temos 04 etapas pela frente que prometem muita emoção. No minímo, 06 confrades ainda podem levar o caneco e na minha humilde opinião só iremos conhecer o grande campeão da temporada 2012 do circuito LCM de poker na última e derradeira etapa. Quem viver, verá!!!!





terça-feira, 28 de agosto de 2012

Calendário - Circuito LCM de Poker 2012

Etapas
Data
1° Etapa
14/02/2012
2° Etapa
28/02/2012
3° Etapa
20/03/2012
4° Etapa
10/04/2012
5° Etapa
24/04/2012
6° Etapa
15/05/2012
7° Etapa
05/06/2012
8° Etapa
26/06/2012
9° Etapa
17/07/2012
10° Etapa
07/08/2012
11° Etapa
28/08/2012
12° Etapa
18/09/2012
13° Etapa
09/10/2012
14° Etapa
06/11/2012
15° Etapa
11/12/2012

Resultados - 10 Etapa - Circuito LCM 2012


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Em Homenagem!!!!!

Da Série Bad Beats!!!!!

Não existe ninguém que joga poker que não tenha passado por um bad beat. 

Mas, imagine então, que você separou uma graninha especialmente para ir para Las Vegas, conseguiu ganhar uma vaga para o Main Event das WSOP - World Series Of Poker - através de um satélite e, quando a parada tá quase chegando na premiação, você recebe um par de ases...


Nem o Batman resiste a um Bad Beat!!!!

Resultados - 5 e 6 Etapa - Circuito LCM 2012


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Novo website de Poker - Pokerdoc



Prezados confrades da LCM!!!

E com grande satisfação que informo o lançamento de um novo canal para quem gosta desse emocionamento esporte que é o poker. Trata-se do website Pokerdoc.com.br do nosso amigo Guga Fakri, jornalista atuante já a algum tempo no mundo do poker. Além de muitas notícias, existe uma área bem interessante de vídeos. Acessem e prestigiem.       

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Coluna do Campeão - O Tamanho dos Stacks


Um ponto crucial para os confrades da LCM se darem bem em torneios é entender as estratégias de jogo adequadas para cada patamar do seu stack. De acordo com o tamanho do montante de fichas que você tem certa jogada pode ou não ser lucrativa – e mais, salvadora – em uma mesa em que o objetivo é não apenas sobreviver, mas também eliminar os rivais. Nesta coluna vou fazer uma introdução da importância do tamanho dos stacks e alguns macetes de como utilizá-los adequadamente.

Infelizmente para a turma que odeia fazer contas durante o jogo, é essencial que, a cada mão jogada, você tenha noção do quanto de fichas está em seu poder, quantas os seus adversários possuem e a relação disso com uma medida que se chama “M”. O conceito do M foi definido por Paul Magriel, um campeão mundial de gamão (não sei as regras desse jogo, porém é comum bons jogadores de gamão se darem bem no poker e já li que algumas das estratégias se aplicam a ambos os jogos). Para se chegar ao M basta dividir o stack pelo total de fichas que existe na mesa pré-flop – small e big blind mais antes, se houver.

Por exemplo: no nosso circuito os poker player começam com 6 mil fichas e blinds de 25 e 50. O M, neste estágio do torneio, é de 6 mil dividido por 75, que resulta em 80. Isso quer dizer que esse jogador, se não jogar nenhuma mão, tem 80 rodadas até os blinds levar todas as suas fichas. Acontece que os blinds do torneio sobem periodicamente, e por isso é essencial calcular o M a cada mudança de nível. No quinto nível (150 e 300), o M já é de 13,3 (6 mil dividido por 450).

Mas o que importa tem um M de 20 ou de 5? De uma maneira simples, o M mostra o seu nível de “desespero” ao longo do jogo. Quanto maior o M, mais “folga” você tem para jogar com cartas especulativas ou então esperar por uma super-mão. Quando o M diminui, ele pede mais ação no jogo para que os blinds não o engulam.

Dan Harrington no seu volume 2 de “Harrington on Hold'em – The Endgame” classifica os stacks em quatro zonas de acordo com o total de fichas. Zona verde para os stacks com 20 ou mais Ms. Nesse nível, todas as jogadas estão disponíveis e vale a pena arriscar um pouco mais para se manter nessa zona de conforto. Mãos como suited conectors e pares baixos têm aqui suas maiores expectativas positivas (EV+).

Abaixo dela, de 10 a 20 Ms, está a zona amarela, onde o jogador já precisa ser menos conservador e movimentar mais o seu jogo. O critério de mãos cai um pouco e especular se torna menos lucrativo. A terceira zona é a laranja, de 6 a 10 Ms. Aqui a capacidade de apostar nas várias streets da mão (pré-flop, flop, turn e river) já é limitada. O jogador na zona laranja deve buscar ser objetivo e jogar mais agressivamente. Essas duas zonas são as que eu acho mais difíceis de jogar. O stack está do tamanho ideal para ser atacado pelos cheapleaders e não passa incólume por uma fatiada dos small stacks. Portanto, cuidado.

A zona vermelha – de 1 a 5 Ms – pede as ações mais simples. Nesse estágio o jogador está a ponto de ser eliminado do jogo pelos blinds. Um aumento normal de algum rival da mesa, de 3 big blinds, já consome boa parte desse stack. Logo, a estratégia básica aqui é uma só: quando entrar na mão, que seja de all-in. Especialmente se chegar à sua vez com a mesa em fold. Aí, amigo, empurre-as, todas. Sérgio Braga, um dos grandes jogadores brasileiros de hold'em, ao ensinar a sua esposa Alessandra – hoje também uma jogadora profissional – dizia nestas situações de M na zona vermelha: “Se você for ficar com receio de empurrar suas fichas, faça all-in sem olhar para elas.”


A partir de agora, confrades, vocês já têm dois pontos fundamentais que precisam ser observados constantemente no poker: pot odds e tamanho dos stacks. Em textos futuros, aprofundarei as estratégias para cada uma das zonas de M e mostrarei exemplos para ilustrar melhor o que Harrington diz.



Por Wladimir D'andrade

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Coluna do CAMPEÃO - Com que cartas eu vou?

Uma virtude do bom jogador de poker é saber avaliar com quais cartas vai jogar e quais descartar antes do flop. Essa escolha é um dos fatores primordiais que o levam a ser lucrativo ou deficitário no jogo. Quaisquer duas cartas naipadas são suficientes para entrar no pote? AQ é mão para pagar all-in? Com quais cartas eu devo abrir o pote?

Como eu já mencionei na primeira coluna, tudo no poker depende de inúmeras situações – aqui coloco algumas que mostram uma linha de raciocínio, mas cada jogador pode adaptar essas ideias ao seu estilo de jogo. Dan Harrington, uma das estrelas do poker mundial e exímio estrategista no pano, defende no seu primeiro volume de “Poker No-Limit Hold'em Cash Games” que o poder de uma mão depende basicamente de um fator: o tamanho dos stacks.

Para Harrington, quanto maior os stacks dos jogadores envolvidos, menor a diferença entre mãos fortes e fracas. Stacks pequenos não possuem tamanho suficiente para cobrir uma longa série de apostas e por isso eles pedem por jogadas decisivas. Se é mais provável que você entre de all-in bem cedo na mão a estratégia, então, é se concentrar nas cartas que têm maior chance de se tornar a melhor mão rapidamente, como é o caso dos pares altos – AA, KK e QQ – e de combinações de cartas altas – AK e, às vezes, AQ suited.

Um exemplo. Suponha que o nosso destemido Índio esteja em um torneio com stack do tamanho de 20 big blinds. Na sua vez de jogar ele resolve abrir o pote para proteger seu par de K. Índio aposta 3 big blinds. Acompanhado por mais um adversário ele resolve apostar o montante do pote no flop – apostas de ambos mais os blinds –, e joga mais 8 big blinds. Com mais um call do adversário o pote já tem cerca de 20 big blinds. O stack do Índio que ficou para trás soma agora 9 big blinds, tornando uma decisão muito difícil ter de largar as cartas frente um all-in adversário, mesmo com um A no bordo. Uma derrota nesta única mão pode custar ao nosso herói a eliminação no torneio.

Mas e se ao invés de 20 big blinds Índio tivesse 120? Com deep stacks tudo muda. Largar o King Kong já não pesa tanto sobre seus ombros, pois ele ainda pode jogar confortavelmente com mais 109 big blinds para trás e esperar uma próxima oportunidade para ganhar fichas. Por isso conectores naipados e pares baixos ganham valor nos cash games. Nessa modalidade do poker as mãos premium costumam ganhar muitos potes pequenos, porém cartas especulativas e imprevisíveis têm o poder de levar o stack inteiro do seu oponente quando acertam o bordo.

Mas atenção LCM poker players, especular não significa jogar com lixo nas mãos. “Botar fé” em Q7 naipado ou T5 na esperança que as cartas do bordo o ajudem é perder dinheiro no longo prazo. David Sklansky, Ed Miller e Mason Malmuth escrevem no livro “Small Stakes Hold'em”: “Não há como pagar raises com KT e esperar ganhar dinheiro no longo prazo”. Em um gráfico apresentado no livro, essa mão tem expectativa de ganhos próxima de zero. Uma vez ou outra pode bater um gigante no flop, mas mãos iniciais medíocres não farão o melhor jogo em uma frequência que compense o custo de jogá-las.

Há muito ainda o que falar sobre seleção de mãos. Fatores como posição na mesa e estilo de jogo dos adversários também contam na avaliação de cartas iniciais. Mas isso já é conversa para posts futuros. Com base no que foi escrito até aqui, relacione a sua mão inicial com o tamanho dos stacks, pense na sua jogada antes mesmo de entrar no flop e analise, caso o bordo se mostre difícil de tornar a sua mão vencedora, se existe uma porta de saída, como um fold que preserve o stack com um tamanho suficiente para continuar no jogo.

Wladimir D'andrade

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Coluna do CAMPEÃO - Sem Medo dos Números!!

Caros confrades, 02 vezes por mês vou tentar passar algumas das principais estratégias de poker que eu aprendi com, até agora, seis livros e alguns artigos em revistas e sites sobre o assunto. Como não sou nenhum expert nesse jogo e não existe verdade absoluta sobre cada mão, a ideia aqui é criar um espaço para o debate. Isso é bom, porque ao final do ano aposto que as terças-feiras da LCM estarão mais disputadas. Portanto, comentem, façam perguntas ou refutem os posts.

Meu objetivo no primeiro texto é acabar com a separação entre a “turma que faz conta” e “os que jogam com fé”. Para isso tenho que passar o básico, a única variável incontestável no poker: as pot odds.

Pot odds é a proporção entre o quanto o jogador aposta e o quanto ele pode obter de retorno com a aposta. O resultado, então, é comparado com o número de cartas que esse jogador precisa para formar a melhor mão. Isso define se certa jogada é ou não lucrativa.

É mais fácil com exemplos.

Digamos que o Vizeirinha esteja no centro de São Paulo e se depara com um colorado de chapéu cartola e dados na mão, que lhe propõe um desafio. Ele diz para o nosso campeão de Aruba rolar um dado – normal, de seis faces – quantas vezes quiser a um preço de R$ 1 por vez. A cada número 6 que aparecer o Vizeirinha recebe R$ 6. Mas se sair qualquer outro é o colorado que fica com o R$ 1. Vizeirinha deve aceitar o desafio?

A chance de sair cada uma das faces do dado é exatamente a mesma. No longo prazo, cada vez que o nosso herói rolar o dado ele vai ganhar uma e perder 5 vezes, relação de 5:1 – podemos dizer que essa contagem mostra quantos são os outs do Vizeirinha. Agora vamos comparar essa relação com o prêmio.

Toda vez que o Vizeirinha perder, ele terá de pagar R$ 1. Toda vez que ganhar, ele recebe R$ 6. As pot odds dele são de 6:1.

Vizeirinha deve aceitar o desafio? Os números dizem que sim. Quando as pot odds são maiores que o número de outs a aposta é lucrativa no longo prazo. Se o nosso herói rolar o dado 1 mil vezes, ele vai ganhar, em média, 16,6%, que neste caso vai lhe dar R$ 1.000. E vai perder em 83,4% das mãos, ou R$ 834. Lucro, portanto, de R$ 166.

Agora vamos levar todo esse raciocínio para uma situação mais prática. Em uma certa sessão de cashgame, vemos o Dilson com uma bolada em fichas e preocupado com o seu surto de mad poker player que sempre, diz ele, toma conta do seu espírito no final da noite. Na posição button, o destemido rapaz olha para as suas duas cartas, A6 naipado (suited) em copas, e dá um call na aposta de R$ 2 do Peixoto, assim como todos os outros quatro jogadores na mesa. O pote, então, vai para o flop com R$ 12. As cartas que viram são K de paus, 10 de copas e 5 de copas.

Dilson tem 9 outs, ou qualquer uma das cartas de copas que estão entre as 47 do baralho ainda não abertas. A chance de ele completar o nuts (o maior jogo possível na mão) é de 38:9, ou aproximadamente 4,2:1. Todo mundo dá check e a carta do turn é um J de ouro.

O Peixoto, então, se sente o Anderson Silva com seu par de anzol e sai atirando R$ 9. Todo mundo foge e o Dilson resolve primeiro calcular as pot odds. Ele tem que cobrir R$ 9 em um pote que tem R$ 21, ou 2,3:1. Resultado que mostra um call não lucrativo.

Porém, se a aposta do Peixoto fosse R$ 3, as pot odds do Dilson seriam de R$ 3 em um pote de R$ 15, ou 5:1, um call fácil. Se o flush bater, Dilson sairá desta noite radiante. Caso o baralho não o ajude, é só ele tirar a ideia de blefar da cabeça, largar a mão e se contentar com uma perda pequena de fichas.

Pronto confrades, vocês estão convidados a entrar no incrível mundo das contas. Se acostumem a fazer o cálculo das pot odds para toda aposta. No final do ano, é bem capaz que o nome de vocês na tabela de resultados apareça ao lado de cifras mais animadoras.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012